sexta-feira, 15 de maio de 2009

Convite: Aniversário de 48 anos da Cidade Jardim



Vitória! Prefeitura devolve imóvel à Cidade Jardim




O Prefeito de Belo Horizonte, no exercício de suas atribuições legais, nos termos do disposto na Lei n° 2.324, de 17 de junho de 1974, e dos arts. 31 e 38, inciso II, da Lei Orgânica do Município, Concede Permissão de Uso do imóvel que menciona ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Cidade Jardim. confiram no DOM – Diário Oficial do Município, o DECRETO Nº 13.514 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2009.



Estação Primeira de Mangueira solidariza-se com Cidade Jardim


Eu estou de inteiro acordo com vocês, de que a cultura brasileira, não pode deixar de ser divulgada em nosso pais. Contem comigo para ajudar a vencer esta luta, que não pertence só a vocês e sim a todas as Escolas de Samba do Brasil. Guerra Peixe, Vice-Presidente Cultural da Mangueira


Manifesto em defesa do samba

O povo belorizontino está em luta mas ainda não está de luto: quer devolver a escola de samba mais premiada e vitoriosa de seus carnavais, o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cidade Jardim, ao tradicional galpão construído com seus próprios recursos, o qual ela ocupou durante mais de 30 anos no Conjunto Santa Maria, Zona Sul da cidade.

Em 19 de agosto passado, a Prefeitura, de surpresa e rompendo acordo feito 15 dias antes, executou o despejo do G.R.E.S. Cidade Jardim, por ordem judicial e com força policial.

O despejo, disfarçado de propósitos sociais, na verdade atende a interesses das oligarquias municipais e foi imediatamente repudiado pela comunidade do Conjunto Santa Maria, em manifestação por escrito chancelada pela associação do bairro.

Dia 09 de setembro de 2008, as lideranças populares e políticas descontentes com mais este ato de despotismo e de insensibilidade das autoridades diante dos valores culturais e históricos da cidade, se reuniram para debater o tema e redigiram o seguinte Manifesto.

Manifesto Cidade Jardim

Em defesa de uma das maiores riquezas nacionais: o samba

O carnaval ainda é a maior manifestação da cultura popular brasileira.

Feito de alegria e liberdade, duas forças irmãs que não podem ser separadas, tem por alimento o samba, uma das maiores riquezas nacionais.

O barracão das escolas de samba são as usinas de criação e produção dessa riqueza, única no mundo e genuinamente brasileira.

Nas últimas décadas observou-se o desmonte paulatino e sistemático das estruturas sociais e históricas que deram berço, vida, crescimento, exuberância e transcendência mundial ao carnaval brasileiro, no decorrer de quase todo o século passado.

O despejo da Escola de Samba Cidade Jardim de seu barracão é parte dessa estratégia, e não atinge somente uma propriedade social de tradição, o que por si já o torna um ato despótico uma vez que as comunidades atingidas não foram consultadas.

Deve ser visto como um atentado aos interesses nacionais e populares, e como tal deve ser encarado por todos os brasileiros que amam o samba e o Brasil.

Se concretizada a perda de seu barracão, será o fim da Escola de Samba Cidade Jardim.

E – por que não? – o precedente aberto para o fim das escolas de samba em todo o país, cujos barracões ocupem terrenos cobiçados pelas oligarquias locais.

O carnaval de Belo Horizonte já foi o segundo maior carnaval brasileiro. Nele brilharam músicos, passistas, bailarinas e artistas do samba que encheram de orgulho histórico e artístico não só a nossa cidade, mas, também, o nosso estado e todo o país.

Hoje, depauperado pela incúria e o descaso das administrações municipais, estaduais e federais, em particular as dos últimos dez anos, é um carnaval moribundo e não pode sequer reivindicar sua colocação entre os dez maiores. O fim da nossa principal e mais tradicional escola de samba poderá significar o golpe de misericórdia no nosso carnaval.

Para impedir que tal atentado se concretize, conclamamos o apoio e a solidariedade:

- de todas as escolas de samba de Belo Horizonte;

- de todas as escolas de samba de Minas Gerais;

- de todas as escolas de samba do Brasil;

- de todas as entidades vivas de cultura brasileira;

- de todos os brasileiros que não abrem mão do samba como alimento da alegria e da liberdade do nosso povo.

Pelo samba e as escolas de samba!

Pela cultura popular brasileira!

Pelo renascimento do autêntico carnaval no Brasil!

Belo Horizonte, 9 de setembro de 2008.

Manifesto de Zuingler Ribeiro pelo resgate da cultural de BH

CULTURA: acervo intelectual, espiritual, sistema de atitudes, modo de agir, costumes e instituições de um povo, de uma civilização ligada às artes culturais e regionais. Enfim, falar de cultura é falar de vida, é falar de desenvolvimento.

Há tempos que nossa cultura está dispersa ou esquecida, há tempos que as nossas manifestações culturais estão fora dos espaços de nossa cidade, há tempos que não temos mais o carnaval da Avenida Afonso Pena.

Há tempos que não vemos mais as Escolas de Samba e os blocos caricatos desfilarem pelas ruas de nossa cidade.

Chegou-se até a proibir o desfile da Banda Mole…

Me pergunto: Porque acabaram com o CARNAVAL de Belo Horizonte, até o CARNABELÔ que trazia 200 mil turistas para BH parou?

Cadê as nossas festas juninas que aconteciam em quase todas as ruas de BH, no mês de julho, que por sinal também traziam turistas para a nossa cidade.

Conseguiram acabar inclusive com o festival de papagaios no PARQUE DAS MANGABEIRAS.

Ás vezes eu me pergunto o que esta acontecendo com a nossa CIDADE que a 10 (dez) anos atrás era a 3ª Capital do País e hoje é a 5ª. Quando chega o fim de semana ou véspera de feriado, a nossa cidade fica entregue às moscas.

Meus amigos, este é o descaso do poder público que acabou com tudo, dizendo que estas manifestações culturais incomodavam Belo Horizonte.

Nosso prefeito que só se preocupa em aumentar os impostos e proibir nossas manifestações culturais é o mesmo que vai para a televisão e fala QUE O AXÉ BRASIL VIROU PATRIMONIO DA CIDADE, um prefeito que nos fins de semana, feriados e carnaval vai para o Rio de Janeiro encontrar com o governador Aécio Neves.

Nós não merecemos isso, nosso patrimônio cultural são nossos MUSICOS, nossos ARTISTAS, nossas MANIFESTAÇÕES, nossa identidade, este patrimônio não pode morrer, chegou a nossa vez, chegou à nossa hora, somente nós podemos mudar o que foi perdido em todos estes anos de descaso do poder publico.

Queremos tudo de volta e muito mais: Que a FLORESTA seja um corredor CULTURAL para SANTA TEREZA, onde surgiu um dos maiores movimentos culturais mineiros, o Clube da Esquina.

Temos o dever de resgatar o berço boêmio e cultural de BH, o carnaval, as manifestações populares. Carlos Drummond de Andrade viveu e morou na floresta.

Em 1935, NOEL ROSA veio a BH tratar de sua tuberculose e a FLORESTA foi fonte de inspiração para suas canções.

A boemia da floresta e Santa Tereza se traduzem no boêmio Helio Mala ou H Mala (em memória) com o seu cavaquinho, suas composições e seu Jornalzinho “O ODIO” que falava de política e destes dois bairros boêmios por excelência.

Nosso saudoso PAULINHO CAZUZA (em memória) e tantos outros músicos que já se foram, mas felizmente dedicaram suas vidas a cultura de Belo Horizonte.

Enfim, amigos, comerciantes e população de BH, devemos apoiar pessoas que traduzem os nossos sentimentos e podem contribuir muito com o resgate de nossa cultura e cidadania.

Pessoas que podem contribuir para que possamos fazer uma importante mudança política no intuito de resgatar nossa cultura.

À HORA É AGORA, VAMOS MUDAR ISSO. Como diria CARLOS DRUMOND DE ANDRADE:

“A VIDA É SUBIR BAHIA E DESCER FLORESTA.”

Vamos resgatar o perfil cultural de nossa amada Belo Horizonte!

ZUINGLER RIBEIRO

COMERCIANTE E PRODUTOR CULTURAL

Morador da floresta ha 48 anos

Salve nossa escola! Ajude-nos a fazer o Abaixo-Assinado.

Você pode subscritar o abaixo-assinado, na seção específica, ao lado ou clicando aqui. Também precisamos de ajuda para buscar novas assinaturas.

ABAIXO- ASSINADO

PELO RETORNO DA ESCOLA DE SAMBA

CIDADE JARDIM AO SEU GALPÃO!

Nós, abaixo-assinados, exigimos o retorno da Cidade Jardim ao galpão que construiu com seus próprios recursos e ocupava há 30 anos, realizando ali um exemplar trabalho social, beneficiando mais de 120 crianças, adolescentes e jovens, sendo a mais premiada Escola de Samba da capital, na qual até Juscelino Kubitschek já desfilou.

Entendemos que a construção da UMEI – Unidade Municipal de Ensino Infantil da Prefeitura de Belo Horizonte não exclui a existência da Escola de Samba no mesmo terreno que possui 4.000 m2.

O despejo foi realizado de forma autoritária, sem qualquer consulta à comunidade, em total desrespeito ao acordo verbal feito entre as partes, diante de várias testemunhas. Uma traição!

BH É CIDADE JARDIM. ENTÃO, DEIXE FLORESCER O SAMBA!

BH é Cidade Jardim! Então… Deixa florescer o samba!


“Qualquer ajuntamento de negros era proibido
pela Lei de Posturas Municipais de 1831,
a qual considerava o batuque
como uma invocação religiosa,
condenada pelos governantes.”
[ Mestre Gil do Jongo, citado em Luta de Classes: Do Samba à RadCom

Abaixo, disponibilizamos manifesto e carta à população da parte da Escola de Samba Cidade Jardim, a mais premiada da capital mineira.
Solicitamos tua solidariedade no sentido de dar a maior visibilidade possível à situação descrita abaixo e que encaminhem estas informações para as Escolas de Samba com as quais têm contato, solicitando apoio para a nossa causa também aos demais movimentos negros, religiosos e sociais.

BH É CIDADE JARDIM


DEIXE O SAMBA


FLORESCER


SALVE NOSSA ESCOLA


DESCUMPRINDO UM ACORDO,

A PBH DESPEJOU COM USO DE FORÇA POLICIAL,

A ESCOLA DE SAMBA CIDADE JARDIM,

NA MANHÃ DE TERÇA-FEIRA DIA 19/08.

ESTA ATITUDE É UM DESRESPEITO

À CULTURA DE NOSSO POVO.

A PARTIR DE AGORA, INICIAREMOS CONSTANTES E

CRESCENTES MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS

TODAS AS SEXTAS-FEIRAS NA PRAÇA SETE.

A CIDADE JARDIM TEM 47 ANOS DE HISTÓRIA

E, EM SUA SEDE, CONSTRUÍDA HÁ 31 ANOS,

FUNCIONAVA UM CENTRO CULTURAL

QUE ATENDIA AOS MORADORES

DO CONJUNTO SANTA MARIA.

POR QUE A PREFEITURA INSISTE NESTE ERRO?

.

VENHA PARA A MANIFESTAÇÃO

EM DEFESA DA CIDADE JARDIM E

DA CULTURA POPULAR

TODA SEXTA-FEIRA – 15 HORAS

PRAÇA SETE

TELEFONES PARA APOIO: 9624-0509 / 9857-5345 / 9861-7302

Júlio César de Souza – juliomagel@yahoo.com.br

CARTA À POPULAÇÃO

A Escola de Samba Cidade Jardim vem, através desta, denunciar descumprimento de acordo por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
No dia 05/08/08, o secretário de Políticas Urbanas Murilo Valadares, na presença dos vereadores Paulo Lamac, Neusinha Santos e Arnaldo Godoy apresentou aos membros da Cidade Jardim a seguinte proposta:

1) A PBH construiria uma nova quadra para a Cidade Jardim no patamar inferior do terreno onde se encontra a sede da escola.

2) A Cidade Jardim teria a garantia de permanecer em sua atual quadra até o momento em que a nova estivesse pronta.
A proposta da prefeitura foi aceita de imediato pelos membros da Cidade Jardim e foi posteriormente reafirmada através de carta entregue ao secretário Murilo Valadares.
É com grande decepção que vimos o descumprimento deste acordo. De forma unilateral e desrespeitosa, a PBH despejou a Cidade Jardim, com uso de força policial, na manhã do dia 19/08/08, numa atitude política, e não jurídica como afirma à sociedade, pois bastava apresentar à justiça o acordo realizado.
Numa retomada das negociações, houve, nesta sexta-feira, dia 22/08, outra reunião com a prefeitura, representada pelo presidente da Belotur, Júlio Pires.
Na reunião, ouvimos da prefeitura a seguinte proposta:
“A PBH vai construir a nova quadra, mas não pode garantir isto por escrito e a Cidade Jardim não pode retornar à sua quadra enquanto a nova quadra não estiver pronta”.
Nós da Cidade Jardim esclarecemos à imprensa e à população de BH que queremos um acordo, mas não podemos mais acreditar apenas em palavras empenhadas.
Por isso, a partir de agora iniciaremos constantes e crescentes manifestações públicas até o momento em que retornarmos à nossa quadra e que o compromisso anteriormente assumido pela PBH for cumprido.
Enquanto não houver acordo, estaremos toda sexta-feira, às 15:00 h, na Praça Sete, para protestar contra esta agressão à cultura popular em nossa cidade.
Esperamos que a PBH reconsidere a atitude tomada, pois acreditamos que o entendimento é melhor pra todos nós.
O G.R.E.S. Cidade Jardim tem 47 anos de história, é um patrimônio de nossa cidade e na quadra da escola estava em funcionamento um Centro Cultural com diversas atividades atendendo à comunidade do conjunto Santa Maria.
A PBH deveria zelar por nossa cidade e por nosso patrimônio cultural.
“É preciso ver a cultura como algo essencial,
e não apenas como o vaso de flores
que ornamenta o lazer da elite”.
(Gilberto Gil)

ALEXANDRE SILVA COSTA
PRESIDENTE DO G.R.E.S. CIDADE JARDIM
(9857-5345)

JÚLIO CÉSAR DE SOUZA
DIRETOR SOCIAL DA CIDADE JARDIM
(9624-0509)